Artigos
e temas:
::: A saúde da
gengiva pode determinar a sorte dos dentes
©dentes.info
::: Estratégias
Preventivas em Odontogeriatria
©Marco Tulio P. Pereira
::: Gestante:
cuidados de saúde bucal
©Marco Tulio P. Pereira
|
Tem falta de dentes? |
- A formação dos dentes, desenvolvimento da dentição, e crescimento do complexo craniofacial estão interligados quer durante o período pré-natal quer pós-natal. Ao nascer não há normalmente dentes visíveis na boca, mas já se encontram muitos dentes nas diversas fases de desenvolvimento no interior da estrutura óssea das arcadas dentárias.
A calcificação dos dentes de leite começa por volta do quarto mês de gestação; perto do fim do sexto mês todos os dentes de leite já começaram o seu desenvolvimento. Nos primeiros anos aparece a dentição decidual ou de leite e mais tarde a dentição permanente.
Tem de se enfatizar que toda a cronologia da erupção dos dentes deve por necessidade ser aproximada porque não há dois indivíduos exatamente iguais no seu desenvolvimento.
- Os incisivos centrais inferiores são os primeiros dentes de leite a aparecer na boca por volta dos 6 meses. São seguidos mais ou menos um mês mais tarde pelos incisivos centrais superiores. Passam então cerca de 2 meses até ao surgimento dos incisivos laterais superiores. Os incisivos laterais inferiores emergem um pouco antes dos laterais superiores. Regra geral, os dentes inferiores precedem os superiores, e os dentes em ambas as arcadas (maxilar superior e mandíbula), aparecem aos pares, um esquerdo e um direito. Com a idade de 1 ano ou mais tarde, erupcionam os primeiros molares de leite. Os caninos deciduais aparecem por volta dos 16 meses. Por último surgem os segundos molares. Quando a criança atinge os 2 ou 2 anos e meio de idade, é de esperar que todos os dentes de leite estejam já em uso.
Repetindo, a ordem usual na erupção dos dentes deciduais na boca é a seguinte:
1. incisivos centrais
2. incisivos laterais
3. primeiros molares
4. caninos
5. segundos molares
Os dentes mandibulares normalmente precedem os do maxilar superior na sua ordem de surgimento.
Quando completa, a dentição decidual é composta por 20 dentes (10 superiores e 10 inferiores).
Por altura dos 5 anos de idade o crescimento das arcadas dentárias é manifesto por alguma separação dos dentes deciduais. Uma ideia ainda bastante comum é a de que a dentição decidual não é para levar a sério uma vez que será perdida numa idade ainda muito nova para dar lugar aos dentes permanentes. Muitos por isso pensam que como é uma dentição que será substituída, qualquer dano ou perda prematura, não é importante. Isto é uma visão errada e tem prejudicado o desenvolvimento dental das crianças. Possivelmente porque têm sido chamados de "dentes de leite" ou "dentes de bebé", o leigo tende a pensar nos dentes deciduais como sendo temporários. Simplesmente não é este o caso. Todos os dentes deciduais podem estar em uso dos dois aos sete anos, ou seja 5 anos no total. Alguns dos dentes deciduais estão em uso desde os seis meses até aos doze anos, 11 anos e meio ao todo.
Importante: a perda prematura dos dentes deciduais, ou de leite, ou primários (também são assim chamados), é considerada hoje em dia como um dos factores de origem e desenvolvimento de uma articulação anormal dos dentes permanentes ou definitivos.
- Os primeiros dentes da dentição permanente a emergir na boca são os primeiros molares. Eles fazem a sua aparição imediatamente atrás dos segundos molares deciduais, na idade dos 6 anos. Como consequência são frequentemente chamados de "os molares dos 6 anos". São muito maiores que qualquer dente decidual e não podem fazer a sua entrada antes que o desenvolvimento da mandíbula atinja um estádio que permita suficiente espaço. É um dente que escapa por vezes a ser notado porque não é precedido pela queda de nenhum dente decidual uma vez que nasce num espaço onde não havia dente algum.
O segundo dente permanente a tomar o seu lugar na arcada é o incisivo central inferior, que aparece quando a criança tem entre os 6 e 7 anos de idade. Tal como na dentição decidual, os dentes permanentes inferiores tendem a preceder os do maxilar superior no processo de erupção.
Pouco tempo depois destes, surgem os incisivos laterais inferiores, por vezes simultaneamente com os centrais. A seguir vêem os incisivos centrais superiores e cerca de um ano mais tarde os incisivos laterais superiores. Os primeiros pré-molares seguem os laterais quando a criança está nos 10 anos de idade; os caninos inferiores aparecem muitas vezes ao mesmo tempo. Os segundos pré-molares surgem no ano seguinte e a seguir os caninos superiores. Normalmente, os segundos molares nascem quando o indivíduo atinge os 12 anos; situam-se posteriormente aos primeiros molares e são muitas vezes designados de "molares dos 12 anos".
Os dentes do siso (terceiros molares) não surgem antes dos 17 anos ou até mais tarde. É necessário um considerável crescimento da arcada após os 12 anos para permitir espaço a estes dentes. Os terceiros molares estão sujeitos a muitas anomalias e variações na forma. Muitas vezes estes dentes permanecem inclusos no osso durante anos. Uma forma de determinar se os terceiros molares estão ou não presentes é através de uma radiografia panorâmica. As pessoas que têm os terceiros molares devidamente desenvolvidos e alinhados são de facto uma minoria. Pensa-se até que é um dente com tendência a desaparecer com a evolução do ser humano. Normalmente quando um dente do siso dá problemas o(a) dentista não hesitará em extraí-lo.
|
Resumindo, a ordem normal na qual os dentes permanentes fazem a sua erupção é a seguinte:
1. primeiros molares.
2. incisivos centrais e laterais inferiores.
3. incisivos centrais superiores.
4. incisivos laterais superiores.
5. caninos inferiores.
6. primeiros pré-molares.
7. segundos pré-molares.
8. caninos superiores.
9. segundos molares.
10.terceiros molares.
Uma dentição permanente completa é constituída por 32 dentes (16 superiores e 16 inferiores).
(voltar acima)
- Na composição de um dente entram quatro materiais diferentes: o esmalte, a dentina, o cimento e a polpa.
A parte externa da coroa do dente, isto é, a parte que emerge das gengivas, está coberta de esmalte que é a substância mais dura do organismo. O esmalte se for lascado, partido, gasto pela erosão ou atacado pela cárie, não se reconstitui e expõe a camada subjacente de dentina que é mais macia e solúvel ficando o dente com mais sensibilidade. A raiz do dente, ou seja, a parte localizada abaixo da gengiva, é revestida por uma camada fina de cimento que é um tecido vivo susceptível de crescer e se reconstituir. Logo abaixo do esmalte e do cimento fica a dentina que é uma substância semelhante ao osso. No interior da dentina existe uma cavidade central que é preenchida pela polpa, tecido mole que contém os nervos e os vasos sanguíneos.
Os dentes dividem-se em:
1. incisivos, situados na parte da frente, que têm um rebordo fino destinado a cortar os alimentos.
2. caninos, logo após os incisivos e com a função de dilacerar os alimentos demasiado duros para serem cortados.
3. os pré-molares e os molares cuja função é de triturar os alimentos.
- A gengiva faz parte da mucosa oral e tem um papel importante na manutenção dos dentes. Quando doente, além de inestética e fonte de mau hálito, torna-se um perigo à estabilidade dos dentes. Convém vigiar e tratar qualquer doença gengival. Uma parte da gengiva é formada pelo periodonto, que são os filamentos que seguram os dentes no lugar. Uma gengiva saudável tem cor rósea coral, é opaca, lisa (com um pontilhado que lhe confere o aspecto de casca de laranja) e tem consistência firme. Leia a página sobre algumas das doenças da gengiva.
- A língua é um órgão muscular da boca. Está coberta por um tecido húmido de cor rosa chamado mucosa. Pequenas protuberâncias denominadas papilas, conferem à língua o seu aspeto rugoso. Milhares de papilas gustativas cobrem a sua superfície, são células nervosas que transmitem informação ao cérebro.
A língua está presa por fibras de tecido e mucosa. O tirante que mantém a frente da língua é chamado de Freio Lingual. Na parte de trás da boca a ancoragem é feita no osso hioide.
A língua é vital para a mastigação, ingestão dos alimentos e para a fala. Os quatro gostos comuns são doce, azedo, amargo e salgado. Um quinto sabor de nome umani, resulta de provas de glutamato de sódio. A língua tem muitas células nervosas que ajudam a detetar e transmitir sinais de sabor para o cérebro. Devido a isso todas as partes da língua podem sentir esses quatro sabores em comum. O 'mapa do paladar' comummente descrito da língua não existe de fato.
- A ATM (Articulação Temporo-Mandibular) liga a mandíbula ao osso temporal do crânio. Move-se em 3 direções diferentes. Atua como dobradiça, permitindo abrir e fechar a boca. A mandíbula também se move para trás e diante e para os lados. Esta articulação é usada em diferentes atividades que incluem o mastigar, falar e bocejar. Problemas com a ATM podem levar as pessoas a sofrerem de dores de enxaquecas, dores no pescoço, na mandíbula ou nas costas. Este conjunto de sintomas que podem também envolver distúrbios visuais, digestivos e irritabilidade, são designados por Síndrome da ATM (Articulação Temporo-Mandibular) e exigem cuidados médicos.
Implante Dentário | Clareamento Dental | Prótese dentária em imagens