Estratégias Preventivas em Odontogeriatria ©
Marco Tulio
Pettinato Pereira
Especialista em Saúde
Coletiva (SLMandic), Saúde Pública (UNAERP) e Saúde da Família
(UCAM)
Fernando Luiz
Brunetti Montenegro
Mestre e Doutor
FOUSP, Prof. Adjunto na UnG, Coordenador Saúde Bucal CEDPES e Casa
Ondina Lobo
Flávia Martão Flório
Mestre e Doutora FOP/UNICAMP, Profa. Fac. Uniararas, Especialista Saúde Coletiva (SLMandic).
RESUMO:
O objetivo deste
artigo foi de relatar algumas estratégias preventivas em
Odontogeriatria. O envelhecimento populacional traz um número
enorme de implicações como as mudanças fisiológicas, as doenças
sistêmicas, as deficiências físicas e mentais, dentre outras. Mas
a Odontogeriatria é uma ciência fundamental não somente no
tratamento curativo, restaurador, como no que se refere à medidas
preventivas. Concluíu-se que os governantes necessitam investir
maiores recursos na questão da Odontogeriatria e neste aspecto as
atividades preventivas educacionais odontogeriátricas são
imprescindíveis e devem ser realizadas frequentemente pelos cirurgiões-dentistas.
Os profissionais devem conhecer os aspectos biopsicossociais da
terceira idade, e através de estratégias preventivas, proporcionar
a promoção de saúde com o intuito da qualidade de vida nesta
faixa etária.
PALAVRAS- CHAVE:
Gerontologia, Qualidade de vida, Odontogeriatria, Prevenção bucal.
Introdução
Nas últimas décadas, tem sido
constatado um declínio nas taxas de natalidade e um aumento na
expectativa de vida, com consequente crescimento da população
idosa, graças ao desenvolvimento da ciência e de novas
tecnologias, que tem como objetivo a melhora na qualidade de vida28.
E quanto mais longa a vida média da
população, mais importante se torna o conceito de qualidade de
vida, e a saúde bucal tem um papel relevante nisso. Saúde bucal
comprometida pode afetar o nível nutricional e o bem-estar físico
e mental e diminuir o prazer de uma vida social ativa.1
Os
idosos com mais de 80 anos passarão de 69 milhões atuais para 379
milhões em 50 anos e esta faixa da população deve ser incluída
em planos governamentais que visam à qualidade de vida destes indivíduos.20
Envelhecer e manter a qualidade de vida, com saúde geral e
bucal, serão os grandes desafios a serem alcançados neste século.
Tratar do idoso representará a manutenção e o aprimoramento da
qualidade de vida dessas pessoas e um grande aprendizado para o
envelhecimento.6
O envelhecimento populacional traz um número enorme de
implicações de ordem econômica, política e social2
e o conhecimento das alterações sistêmicas no idoso,
incluindo incapacidades, saúde psíquica e comportamento social,
compõe a totalidade da realidade de um paciente cuja cavidade bucal
deve ser incluída em um amplo contexto a ser conhecido e
considerado pelo cirurgião-dentista.13
Tendo em vista o crescimento da população de idosos, este artigo tem o objetivo de relatar algumas estratégias preventivas em Odontogeriatria ( sin: Odontologia Geriátrica).
Revisão
da Literatura e Discussão
Historicamente existem deficiências acumuladas pelo sistema de saúde no tratamento odontológico no idoso, como por exemplo, o despreparo de tal sistema para preencher as necessidades especiais do idoso, a educação inadequada para treinamentos dos cirurgiões-dentistas interessados em Odontogeriatria e a má distribuição dos dentistas em regiões mais carentes.20
A saúde do idoso sofre forte impacto da aposentadoria, pois
leva o mesmo a maior exposição a doenças associadas a inatividade
física,20tendo como principais
fatores a ociosidade assim como a segregação, levando à deterioração
gradual dos processos sensoriais, e também induzindo o indivíduo a
isolar-se e desenvolver enfermidades crônicas ou degenerativas pelo
próprio processo de envelhecimento.25
A situação epidemiológica em termos de saúde bucal da
população idosa no Brasil pode ser classificada como bastante
severa e grave,11pois a ruína
da dentição é cada vez mais rápida.21 Então, um dos
temas centrais na melhoria da qualidade de vida dos idosos
brasileiros, sendo já considerado como questões epidemiológicas e
demográficas, é o edentulismo.20 A perda da
dentição influi sobre a mastigação, digestão, gustação, pronúncia,
aspecto estético e predispõe a doenças geriátricas14 e
os pacientes edêntulos apresentam condições de saúde geral mais
precária, mais incapacidades físicas e maior chance de mortalidade
do que em pacientes dentados.20Além
disso, na área da Odontogeriatria, os estudos apontam, além do
edentulismo, uma alta prevalência de cáries coronárias e
radiculares, doenças periodontais, desgastes dentais, dores
orofaciais, desordens têmporo-mandibulares, alterações oclusais,
hipossalivação e lesões de tecidos moles.13
Infelizmente, oito milhões de
brasileiros com mais de 65 anos padecem pela falta de políticas públicas
adequadas e tratamento especializado.24 Por isso, a
realização de procedimentos específicos em programas de saúde pública
para a população idosa se faz necessária, visto que esta faixa etária
vem aumentando a cada ano que passa.20 Existe, então, a
necessidade de se revisar o planejamento dos governos o mais rápido
possível e os poderes públicos precisam investir maiores recursos
na questão da Odontogeriatria para que resultados mais promissores
sejam alcançados, uma vez que é notoriamente sabido que "a saúde
bucal é altamente responsável pela saúde geral do indivíduo".9
Entende-se por envelhecimento o fenômeno biopsicossocial que
atinge o homem e sua existência na sociedade. Manifestando-se em
todos os domínios da vida, inicia-se pelas células, passa aos
tecidos e órgãos e termina nos processos extremamente complicados
do pensamento.30 Esses processos são de natureza
interacional, iniciam-se em diferentes épocas e ritmos e acarretam
resultados distintos para as diversas partes e funções do
organismo.16 O envelhecimento é um novo desafio para a
saúde pública contemporânea, bem como um fator de risco para várias
doenças bucais, devido às alterações funcionais fisiológicas próprias
do idoso.19 As manifestações
orais do envelhecimento modificam bioquimicamente o ambiente na
cavidade oral, podendo contribuir para o desenvolvimento da
halitose, para a produção de saburra lingual (placa bacteriana que
recobre a língua) que possivelmente causa problemas sistêmicos e
doenças bucais como a cárie e a doença periodontal.
A redução do fluxo salivar provoca uma maior retenção de
células epiteliais descamadas, restos alimentares e maior acúmulo
de microorganismos, podendo levar ao aparecimento da cárie, que é
uma infecção que destrói bioquimicamente os tecidos mineralizados
dos dentes. Em
pacientes acima de 50 anos de idade, a cárie atinge o cemento
dental e é produzida pelo Actinomyces Viscosus que têm como
hábitat normal as papilas filiformes da língua. Já as doenças
periodontais, estão quase sempre associadas com a halitose, sendo
que as bactérias que causam a doença periodontal também se
acumulam na placa bacteriana lingual.27 Vale ressaltar
que o incremento no índice de cáries radiculares no idoso está
relacionado à exposição das raízes, quase sempre expostas por
problemas periodontais e não relacionado à idade. Outros fatores
que também influenciam no desenvolvimento destas são a xerostomia,
a mastigação deficiente motivada pela perda de dentes e a dieta
cariogênica.1 A prevenção da doença periodontal e da
cárie é alcançada pela erradicação das causas desses processos
pela eliminação e controle da placa bacteriana e para prevenir
estas doenças é fundamental o desenvolvimento de uma higiene oral
bem executada, através do uso de dispositivos como escova, fio
dental, escova interdental, dentifrícios fluoretados e soluções
para bochecho. A escovação requer o emprego de técnicas
adequadas, e no caso dos idosos, a técnica de Bass modificada é
uma das mais recomendadas.
Para complementar a limpeza da escova, a utilização de fio dental
e das escovas interdentais se faz indispensável para as regiões
interproximais dos dentes nos sulcos gengivais. Os dentifrícios
fluoretados têm uma significativa ação cariostática, que aumenta
com o passar dos anos de uso. Já as soluções enxaguatórias na
sua grande maioria apresentam alguma ação na eliminação e
controle da placa bacteriana, como as soluções à base de
clorexidina, ainda que seu uso constante é visto com certas restrições.11
Devido ao aumento da população de idosos com complicações
múltiplas e a necessidade da realização de uma odontologia com ênfase
no tratamento como um todo, o conhecimento das doenças crônicas
presentes torna-se de fundamental importância.
As doenças crônicas mais comuns em idosos são as respiratórias,
condições coronárias avançadas, debilidade renal,
doenças cardiovasculares, artrite, distúrbios emocionais ou psicológicos
como ansiedade ou depressão e endócrinas como a diabetes tipo
dois.17 Então, é de extrema importância
considerar os eventuais distúrbios sistêmicos que podem envolver a
cavidade bucal na sua apresentação clínica, como por exemplo, um
paciente diabético não controlado pode ter os tecidos bucais
edemaciados19, sendo válido sinalizar que o diabetes
favorece o aparecimento da doença gengival. Além disso, o diabetes
produz halitose e dificulta a cicatrização.22
Não é incomum pacientes apresentarem gengivites e
periodontites de difícil controle em função de glicemia elevada.
Além disso, a infecção gengival dificulta o tratamento do
diabético.19 Mas é importante mencionar que os
pacientes diabéticos frequentemente apresentam doenças
cardiovasculares e estão mais susceptíveis a processos infecciosos
se a doença não está sendo adequadamente controlada.1
As doenças cardiovasculares e o tratamento médico dispensado a
pacientes cardíacos podem levar a emergências durante o tratamento
dentário. O controle constante da pressão arterial e da terapia
com anticoagulantes é indispensável.1 No caso dos
pacientes com Endocardite infecciosa é aconselhável a prescrição
de antimicrobianos para prevenir bacteriemias, antes dos
procedimentos odontológicos.1, 13 Em relação à
artrite, recomenda-se o posicionamento e o conforto nas atividades
gerais destes pacientes, além de executar as atividades com
suavidade, respeitando a dor e a tolerância, e evitar atividades
que envolvam apreensão forte. A higienização bucal pode se tornar
difícil para os pacientes com artrite e outras doenças reumáticas
deformantes1 e então recomenda-se engrossar o cabo das
escovas dentais e também apertar o tubo do creme dental com as
palmas das mãos, para que a força possa ser mais bem direcionada.
A escova elétrica pode ser também utilizada pelo paciente portador
de artrite, embora a escova manual utilizada com movimentos
circulares e suaves permita maior estímulo articular. Para uma
higiene bucal satisfatória de pacientes idosos portadores ou não
de artrite, mas que apresentem menor capacidade funcional ou
cognitiva, deve-se contar com o apoio de um cuidador
para complementação da higiene, com escova elétrica, além
também de dispositivos em forma de "y" para utilização
do fio dental (ou suportes para fio dental) ou escovas interdentais,
realizando o enxágue, em caso de paciente acamado, com o auxílio
de seringa descartável e cuba do tipo rim.13
Algumas doenças específicas associadas ao processo de
envelhecimento, além do diabetes e das doenças cardiovasculares, são
a doença de Alzheimer/demência e a osteoporose.1
A doença
de Alzheimer e a demência vascular, além de outras doenças
debilitantes e progressivas como o Parkinson, podem levar à dependência
total em estágios avançados.13 Os
pacientes com doença de Alzheimer/demência podem apresentar
diferentes níveis de dificuldade de comunicação e de
comportamento,1 são casos típicos de pacientes que
precisam de tratamentos em casa4, onde o direcionamento
da atenção odontológica deve ser baseado na fase em que se
encontra a doença com o estabelecimento de uma rotina eficaz de
cuidados que poderá incluir flúor, educação preventiva e a
utilização de digluconato de clorexidina.13
Já a osteoporose pode
levar à perda acentuada de osso alveolar e mais facilmente à
fratura mandibular no caso de quedas ou de tentativas intempestivas
de exodontias feitas por profissionais que não levam este ponto em
consideração.1
Os
pacientes idosos ainda podem estar sujeitos a outras complicações
próprias da terceira idade, como a depressão, perda da memória,
estresse, aterosclerose, obesidade, incontinência urinária25,
alergias17, anemia13 e lesões da mucosa
bucal.15 Diante de um paciente
com anemia ou hipossalivação, como na Síndrome de Sjögren, é
importante que a escova dental tenha cerdas extramacias para menor
risco de lesão do tecido gengival.13 No
que se refere a lesões de mucosas, em uma revisão de literatura,
as lesões mais frequentes relatadas em idosos institucionalizados
foram as seguintes: hiperplasias fibrosas inflamatórias,
estomatites, candidíases, queilite angular, associadas ao uso de próteses,
além da presença de extensas hiperplasias de palato (causadas pelo
uso de prótese total superior com câmara de sucção), e em menor
número foram relatados leucoplasias e carcinomas.15 Como
medida preventiva no caso de portadores de próteses, deve-se
aconselhar os idosos a não dormirem com as mesmas, pois como os
idosos são mais propensos a infecções o que
facilitaria a contaminação por fungos, como a Cândida
albicans, além de aumentar o risco de surgimento de lesões de
tecido mole, oriundas de traumas ou mesmo devido em relação à
halitose.23
Algumas deficiências crônicas podem ser encontradas no paciente geriátrico como a alteração auditiva, catarata, deficiência ortopédica, zumbidos, deficiência visual, glaucoma, ausência das extremidades, incapacidade para diferenciar cores, paralisia das extremidades.7 Além disso, muitos idosos têm medo do cirurgião-dentista, muitos têm instabilidade de postura, que os impossibilitam de deitar na cadeira ou levantar dela, muitos tem a mobilidade comprometida e dependem de cadeiras de rodas, bengalas, apoio de terceiros para caminhar, ou simplesmente não andam mais.22 E estas deficiências/alterações devem ser levadas em conta, uma vez que foi constatado que o paciente geriátrico que possue algum grau de dependência, têm uma deficiência na higiene oral e que representa o mais sério problema de saúde bucal.10
O tratamento do
paciente idoso difere do tratamento da população em geral, devido
às mudanças fisiológicas durante o processo de envelhecimento
natural, da presença de doenças sistêmicas crônicas e da alta
incidência de deficiências físicas e mentais nesse segmento da
população5, e com isso, a
Odontologia Geriátrica ganha importância e deve incluir não
somente tratamento protético, restaurador e periodontal, mas também
medidas preventivas.29 E é
neste sentido que os governos devem investir na questão da
Odontogeriatria.
As atividades educacionais em saúde bucal desempenham um
papel fundamental na qualidade de vida de qualquer pessoa, em
qualquer idade, pois a exemplo dos programas educacionais,
atividades preventivas reduzem o risco de enfermidades bucais.3
Mas acredita-se que conhecer a percepção das pessoas sobre sua
condição bucal deva ser o primeiro passo na elaboração de uma
programação que inclua ações educativas, voltadas para o
autodiagnóstico e o autocuidado, além de ações preventivas e
curativas.26 Em um estudo onde analisaram-se algumas
atividades preventivas educacionais odontogeriátricas, foi concluído
que: a) as instruções de higiene, cuidados com dentes/próteses e
a aprendizagem devem ser uma constante; b) a sensibilização e a
motivação para o aprendizado devem ser uma preocupação
incessante no contexto ensinoaprendizagem; c) a manutenção para
uma modificação comportamental educacional, deve ser feita com
atividades frequentes e diversificadas (verbal, demonstrativa) para
que o indivíduo se sensibilize e se motive a aprender. Além disso,
no estudo afirmou-se que é importante observar: a) o conteúdo do
que se quer ensinar (informações básicas, técnicas adequadas e
de fácil aprendizagem, qualidade e quantidade da informação); b)
a maneira (escrita, verbal, explicativa, audiovisual, adequação de
linguagem, demonstração prática); c) frequência (deve-se
observar a motivação e interesse de cada um, sem sobrecarregar);
d) público alvo (diversidades culturais, sociais e econômicas,
limitações físicas para o desenvolvimento de atividades).3
Mas para realizar as atividades educacionais, o cirurgião-dentista deve considerar com atenção e critério as peculiaridades familiares do idoso procurando adaptar às mesmas seus cuidados de saúde. Neste sentido, é necessário o conhecimento da arquitetura do domicílio, seus obstáculos ambientais, sua rotina de funcionamento de horários de trabalho, refeições etc., disponibilidade de apoio por parte de familiares, empregados ou agregados ao idoso,8 pois deve-se conhecer não somente o paciente como também a família e o seu responsável (cuidador) para ajudar o paciente na promoção de sua saúde bucal.4 No caso de idosos institucionalizados, qualquer programação que seja implementada deve estar adequada as características organizacionais da instituição e dos residentes.10 Além disso, o profissional deve também ser educador do cuidador, contribuindo para a organização, abrandamento e eficácia da rotina de cuidados que um idoso dependente impõe.
Como exemplo de ensinamento por parte do profissional,
pode-se citar a técnica da higienização da mucosa desdentada com
solução de digluconato de clorexidina a 0,12% sem álcool e gaze,
que deve ser realizada pelo cuidador, além do incentivo que se deve
realizar ao idoso dependente para deglutir várias vezes, evitando a
manutenção de restos alimentares na cavidade bucal.13 Quando
da elaboração de atividades preventivas educacionais odontogeriátricas,
o profissional deve conscientizar-se de que o conhecimento por si só
não é capaz de modificar hábitos.11 É fundamental a
utilização de meios corretos de higienização28e também
a realização da motivação, pois embora com idades avançadas,
indivíduos motivados têm capacidade de aprender, necessitando
apenas de incentivo e orientação.12 Como medidas de
orientação podem ser realizadas aquelas relacionadas quanto à
limpeza regular diária dos dentes, as orientações quanto ao
controle da dieta e orientações visando o fortalecimento da superfície
dentária.18
CONCLUSÕES:
Baseado
na literatura consultada, parece lícito chegar às seguintes
conclusões:
-
Os governantes, seja no âmbito municipal, estadual ou
federal, de forma conjunta como ideal ou mesmo individualmente,
devem criar políticas de prevenção e tratamento voltadas à
terceira idade com a maior brevidade possível;
-
Faculdades de Odontologia (graduação) e cursos de pós-graduação
devem começar a formar profissionais, especialistas e professores
com conhecimento dirigido à Odontogeriatria;
-
Tais profissionais, além da parte técnica envolvida devem
buscar analisar os aspectos biopsicossociais no atendimento ao
paciente idoso, para direcionar uma atenção voltada às suas
necessidades mais amplas;
-
Um programa preventivo bucal eficiente é aquele
individualizado para determinado paciente e que conte com o apoio de
seus familiares e cuidadores devidamente treinados e informados para
proporcionar uma promoção de saúde com o intuito de melhorar a
qualidade de vida destes idosos mais debilitados físicamente.
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“Este artigo é
baseado na Dissertação de Especialização em Saúde Coletiva, que
foi apresentada em Fevereiro de 2009 no Curso de Especialização em
Saúde Coletiva do Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo
Mandic, Campinas, pelo Dr. Marco Tulio Pettinato Pereira, cuja
dissertação foi aprovada com nota máxima”.

